
O Conflito
A República do Líbano é um país do Oriente Médio que faz fronteira com Israel ao sul, ao norte com a Síria e a este é banhado pelo Mar Mediterrâneo. A área que se acentua os conflitos israelo-libanês localiza-se nas províncias do Líbano Norte e Bekaa. Desde o dia 12 de Julho, o braço armado do Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel (FDI) disputam o domínio da região. Contam confirmadas mais de mil mortos entre civis, militares e guerrilheiros. Há cerca de 3.000 feridos e 1 milhão de pessoas tiveram de deixar suas casas só no Líbano. O anúncio do número de baixas foi feito pelo premiê libanês, Fouad Siniora.
O histórico do conflito entre Israel e Líbano tem início quando o Hizbollah seqüestra dois militares israelenses para serem trocados por prisioneiros, numa ação que matou oito soldados israelenses e dois integrantes da milícia militar islâmica, na chamada “operação da promessa Truthful (leal)”. "Declarar um cessar-fogo não será uma preocupação do povo do Líbano enquanto houver algum soldado israelense em solo libanês -mesmo que tenha invadido apenas um metro", disse Hussein Rahal, porta-voz do grupo. Desde então, crianças e adultos têm sofrido da violência gerada pelo conflito armado.
Segundo a organização não governamental Human Rights Watch (HRW), declarou em relatório, dia 23, que a FDI atacou deliberadamente instalações civis como centrais elétricas, usinas de tratamento de água e de infra-estrutura das estradas. Ações desproporcionais que atingiram civis e que poderiam ser evitadas por Israel. Em artigo publicado, HRW menciona que “em bombardeios que tinham como alvos regiões do Líbano onde havia civis, nem sempre se encontravam ali infiltrados integrantes do Hezbollah”. Como tinham a certeza? A resposta provinha das mesmas testemunhas que falavam abertamente sobre a localização de grupos da milícia libanesa. “Nós examinamos os locais de bombardeios para a evidência da atividade militar tal como trincheiras, lançadores de foguete e equipamento militar, ou guerrilheiros inoperantes ou feridos”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário